abra os teus lábios internos,
comprima-os,
suavize-os com os ramos de
teus dedos.
Busque em tua gruta mais
funda
a passagem que liberta a ti
mesma.
Conheça-te o corpo para
liberar a mente.
Através dos
caminhos
que teus próprios dedos
abrem,
sinta o borbulhar de teu
orgasmo,
sinta o arroio que medra
lavando-a
de todas as culpas
imaginárias,
como alguém que se
conquista,
que se compreende pela vez
primeira,
como alguém que se vê virgem
por paisagens nunca antes
vislumbradas.
Sinta o palpitar de cada
célula que renasce.
Abra-te como rosa em pétalas
e perfume as tuas terras e o
teu mundo
com os olhos em vôo no azul do
céu.
Descubra-te, plenamente, como
mulher.
E quando encontrares o homem
que te mereça,
que complete tua alma em amor,
paciência,
em compreensão e amizade,
abra-te a ele,
entregue a este homem o teu
sorriso
tuas romãs, teus sândalos e
almíscares,
abra teus véus e as tuas
riquezas desvendadas.